Poema – “A névoa úmida”

Nasci artista visual e me tornei beletrista no meio do caminho. Nunca deixarei de sê-lo. A leitura e a escrita estão ao meu lado em todos os momentos e, às vezes, intuitivamente saem alguns poemas como este.

A névoa úmida

De repente, a névoa úmida
chega sorrateiramente.
Atenua as cores,
turva a visão,
faz perder a direção.
Cobre tudo com seu manto frio,
triste, paralizante.

Não se sabe como veio,
nem como vai embora.
Caprichosa,
levanta e sai.

E o firmamento
torna-se ainda mais claro.
É preciso piscar os olhos
muitas vezes
para continuar
ou recomeçar.

                                     (Juliana Ribeiro)

É a primeira vez que compartilho esse tipo de escrito, que, por ora não é um trabalho, mas uma forma de extravasar.  Mas, quem sabe a escrita poética e a arte visual não formem uma boa dupla?

 

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