Em meu processo de criação, gosto de investigar, estudar, experimentar e transitar entre vários suportes e materiais, quase sempre agregando a pintura a aquarela a outras técnicas, como desenho, estamparia manual, colagem, bordado, crochê e encadernação artesanal.
Inspirada pelo Movimento Arts & Crafts – e por todo o legado deixado pela Bauhaus (1919 – 1933) e seus professores-artistas-pesquisadores-fazedores (Klee, Kandinsky, Albers) –, costumo criar minhas obras a partir de um processo intuitivo, por meio do qual cores, formas e padrões se revelam e se arranjam em uma composição harmônica, nem sempre figurativa.
Minhas referências vêm da observação das formas orgânicas do espaço e da natureza, além de temas e padrões abstratos ligados às minhas próprias memórias, vivências e emoções. Fazer arte, para mim, é como compor poemas visuais – ou canções visuais – que tenham o poder de despertar uma conexão interna.
O resultado são obras que expressam força e delicadeza numa perspectiva intimista, que convida à aproximação e ao diálogo.




