
Lentes cor-de-rosa,
óculos de realidade,
ver com outros olhos,
olhar pelos olhos do outro.
Ampliar a visão,
mudar o ponto de vista;
todo mundo, vez ou outra, precisa
de alguma lente corretiva.
(Juliana Ribeiro – 25/05/2020)

Lentes cor-de-rosa,
óculos de realidade,
ver com outros olhos,
olhar pelos olhos do outro.
Ampliar a visão,
mudar o ponto de vista;
todo mundo, vez ou outra, precisa
de alguma lente corretiva.
(Juliana Ribeiro – 25/05/2020)
Nasci artista visual e me tornei beletrista no meio do caminho. Nunca deixarei de sê-lo. A leitura e a escrita estão ao meu lado em todos os momentos e, às vezes, intuitivamente saem alguns poemas como este.
De repente, a névoa úmida
chega sorrateiramente.
Atenua as cores,
turva a visão,
faz perder a direção.
Cobre tudo com seu manto frio,
triste, paralizante.
Não se sabe como veio,
nem como vai embora.
Caprichosa,
levanta e sai.
E o firmamento
torna-se ainda mais claro.
É preciso piscar os olhos
muitas vezes
para continuar
ou recomeçar.
(Juliana Ribeiro)
É a primeira vez que compartilho esse tipo de escrito, que, por ora não é um trabalho, mas uma forma de extravasar. Mas, quem sabe a escrita poética e a arte visual não formem uma boa dupla?